segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mais do livro na mídia mourãoense

Também saímos nos impressos Correio do Cidadão e Tribuna do Interior, onde saímos, também, no online.



Correio do Cidadão


Tribuna do Interior


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Capa


Nosso bebê já tem cara. E 'nasce' dia 4 de agosto, na Biblioteca Pública Municipal Professor Egydio Martello, em Campo Mourão. Às 20 horas. Todo mundo lá, sem falta!
Precisamos agradecer, mais uma vez, a todos aqueles que nos ajudaram. Um dengo especial àqueles que deixaram ser fotografados por nós para a capa. E ao Cleverson, que nos ajudou a montá-la. ;)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Aids, os rótulos, o estigma e o preconceito

Um dos maiores medos de qualquer portador do vírus HIV é que os outros descubram que ele é soropositivo. Em sua maioria, eles vivem com o segredo. Queimam os rótulos, inventam desculpas de idas ao ambulatório, cedem quando o parceiro diz que não é preciso o uso da camisinha. Isso tudo porque têm medo da rotulação, do preconceito. Do estigma.

Não só os portadores do HIV têm medo de julgamentos, mas qualquer pessoa. Por isso os ‘diferentes’, aqueles que fogem do que conhecemos por situação de normalidade, que é bem aceita pela sociedade justamente porque fica bonita em qualquer porta-retratos, escondem-se. Escondem aquilo que não condiz com os padrões impostos pela atualidade.

Apesar de grave, a Aids deveria ser tratada como qualquer outra doença crônica. Precisa de cuidados, tem tratamento, prevenção, mas a cura é desconhecida. E o contágio sequer se dá de uma maneira preocupante. Não se pega pelo ar, pelo aperto de mão, abraço ou beijo na boca. Não é o contato com a pessoa portadora ou com os objetos utilizados por ela que coloca um não-portador em situação de risco. É preciso, para o vírus passar de uma pessoa para outra, o contato com fluidos de uma pessoa contaminada em alguma área do corpo que esteja vulnerável a invasões.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um turbilhão de emoções em 15 minutos!

“Estava apavorada”, recorda Cristiane dos Reis Pereira, técnica de enfermagem do Ambulatório de Infectologia. O medo da mulher, que procurou o Ambulatório para fazer o teste rápido da Aids, era tanto que passou os 15 minutos do teste se remoendo. Quando, enfim, chegou o resultado, de acordo com Cristiane, ela se jogou no chão. Ajoelhada, a mulher agradecia. “Era negativo, nossa! A pessoa ficou aliviada”, relembra. Depois de três meses, a mulher retornou para fazer um novo exame, devido à janela imunológica – período em que o vírus pode não se manifestar -, e novamente, o resultado foi negativo.De acordo com a profissional de Saúde, antes de realizar o teste é preciso fazer a abordagem, ou seja, conversar sobre a doença e tranquilizar a pessoa que o fará. “A maioria chega apavorado, a gente acalma, explica sobre a doença, sobre a hepatite, sífilis. Não é só a Aids, né?! Para quem chega apavorado, são os piores 15 minutos da vida dele”, afirma.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Por um sentido na vida

Paul Stenvenson é o único de nossos entrevistados que não segura as lágrimas enquanto nos conta sua história. Sua consciência pesa. Não por ter contraído o vírus, mas por tudo o que o vírus causou à sua vida. Tirou-lhe a mulher, fez com que seu filho fosse para um caminho obscuro e o tornou uma pessoa deprimida. É o que diz. Hoje quer encontrar o sentido da própria existência. A missão que tem nessa terra. Quem sabe não lhe ajudamos, Paul? E você nos ajuda. E a tantos outros. "

terça-feira, 29 de março de 2011

"Se elas querem fazer o livro delas, eu confio nelas"

Como agradecer suficientemente às pessoas que decidiram entregar suas histórias em nossas mãos sem ao menos nos conhecer? Aliás, como agradecer a todos que fizeram parte, direta ou indiretamente, do nosso trabalho? Aos profissionais de Saúde que dispuseram parte do seu tempo para nos esclarecer um pouco mais sobre a doença, aos agentes redutores de danos que compartilharam suas experiências conosco, aos portadores que expuseram tudo o que sentem, tudo o que viveram e que ainda vivem. À secretária de Saúde, Ana Lúcia, por abraçar a ideia conosco. À enfermeira Valéria, que, mais que qualquer outra pessoa, confiou em nosso trabalho e colocou a mão no fogo por nós. Era pela confiança que os pacientes têm nela que decidiam conversar conosco. E é porque ela garantia que nosso trabalho era sério que eles acreditavam que era. Como Elton, o portador-autor da frase do título. Por isso, sinceramente, muito obrigada. A todos vocês que, conosco, fazem parte deste livro.